Nanotecnologia e Faturamento

Nanotecnologia e Faturamento

Nanotecnologia pode faturar US$ 33 bilhões em 2020 e 1% virá do Brasil

A análise, revelada pelo diretor de operações da catarinense TNS, Gabriel Nunes, indica que em 2015 o País já conta com aproximadamente 90 empresas de nanotecnologia, que desenvolvem soluções em áreas como vestuário, healthcare, eletrônica e até farmacêutica.

Durante painel realizado no 6º Congresso de Inovação da Indústria que acontece ontem e hoje, em São Paulo, executivo que dirige a companhia soluções nanotecnológicas para o setor industrial, afirmou também que em 2014, as companhias nacionais do ramo movimentaram em torno de R$ 50 milhões.

“Entendemos que a utilização de nanotecnologia deve crescer em todos os setores, o carpete que estamos pisando, por exemplo, se for confeccionado com nanotecidos, pode repelir quaisquer invasores microbianos, por exemplo. Na indústria de vestuário a aplicação é parecida. Para que os modelos de roupa íntima cheguem devidamente higienizados até os consumidores, as tecelagens recorrem cada vez mais aos fios de origem nanotecnológica”, lembra.

Ele explica que a escala que companhias como TNS trabalham é muito menor do que imaginamos, quando pensamos na unidade nanométrica.”Uma bola de futebol está para o planeta, assim como um grão de areia está para uma faixa litorânea de 10 quilômetros, se quisermos ilustrar em qual escala trabalhamos”. E complementa, “Ou seja, estamos falando de um milionésimo de milímetro”.

Companhias como a TNS desenvolvem soluções que já auxiliam setores da economia, tão diferentes quando suas aplicações. Na indústria automotiva, por exemplo, nano fluídos são utilizados para reduzir o desgaste de peças hidráulicas como os amortecedores e também para a calibragem de equipamentos como a suspensão, que, se nivelada corretamente, reduz o desgasta desigual de eixos, rodas, pneus e terminais de direção.

No caso da indústria médica a aplicação é considerada por Gabriel Nunes, como a mais transformadora para o desenvolvimento humano. “O setor hospitalar se mune de conhecimentos da física, química, biologia, engenharia e computação, para, por exemplo, injetar em um paciente infectado cápsulas de nano medicamentos que conseguem atracar micro-organismos como vírus ou até células contaminadas no caso do câncer, e atacar o agente que está matando células saudáveis dentro do corpo humano”, diz.

Dessa forma, seria possível controlar infecções generalizadas de modo particular e ainda conter hiper contaminações de ambientes como hospitais e cidades, atacadas por surtos como o que o mundo viu nos últimos meses, no caso do Vírus Ebola, classificado como controlado na última semana, na Libéria, continente Africano.

A aplicação mais comum que conhecemos, está no bolso de todos. “O smartphone que a gente carrega hoje, só são os mais finos, mais rápidos e mais leves, porque nanofios, nano soldas e nano chips aperfeiçoados ano a ano permitem a chamada miniaturização dos dispositivos”. Segundo Nunes a aplicação mais conhecida da tecnologia é que permitiu deixarmos os famosos “tijolões” para trás e dar lugar a verdadeiras supermáquinas, de cinco polegadas e processadores de oito núcleos.

Ele finaliza indicando que se as companhias no Brasil entendem não ter caixa para investir em algo tão avançado, pode recorrer à parceiros que fomentam o desenvolvimento, principalmente das pequenas e médias empresas. “Se a companhia é pequena e não tem capital para investir em nanotecnologia, pode recorrer a parceiros de inovação como o Serviço Brasileiro de apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex Brasil), Mobilização Empresarial pela Inovação (MEI), o instituto Endeavor, só para citar alguns exemplos. Não tem desculpa”, conclui.

 

Link: http://www.bitmag.com.br/2015/05/nanotecnologia-pode-faturar-us-33-bilhoes-em-2020-e-1-vira-do-brasil/, 14/05/2015

Texto de: Amauri Vargas