Entenda por que a nanoprata é benéfica

Entenda por que a nanoprata é benéfica

A nanopartícula de prata é um dos principais agentes antimicrobianos que conhecemos atualmente. Seu mecanismo de atuação, somado aos benefícios da escala nano, faz com que pequenas concentrações da substância atinjam alta eficiência, inibindo o crescimento de cerca de 99% das bactérias e fungos que entrariam em contato com os objetos do nosso dia a dia.  Entenda por que a nanoprata é benéfica.

Embora a prata seja utilizada desde a antiguidade (em utensílios domésticos, adornos que representavam luxo), somente há poucas décadas, com a evolução da ciência, permitiu-se a utilização em larga escala, além da inovadora forma de obtenção, manipulação e caracterização, em forma de nanopartículas.

Como toda novidade, para algumas pessoas ainda existe o receio em sua utilização, devido ao desconhecimento sobre a interação das nanopartículas de prata com a pele humana e com o meio ambiente. Mas não se preocupe! Este material reúne trabalhos científicos de instituições europeias renomadas, mostrando o quão benéfico é a utilização deste supermaterial.

Nanoprata e a pele humana

O renomado Instituto Hohenstein (Alemanha), referência global sobre pesquisas e certificações para indústria têxtil, publicou em 2013 os resultados de uma pesquisa de 4 anos sobre a interação de nanopartículas de prata (incorporadas em tecido) com a pele humana.

O teste foi baseado em um modelo padronizado da flora da pele humana, que simula a população de microrganismos, topografia e propriedades ambientais de uma pele saudável. Para alcançar este objetivo, vários tipos de bactérias foram selecionadas a partir das encontradas na micro flora de uma epiderme humana. Essas bactérias foram aplicadas a um material substituto da pele artificial, especialmente desenvolvido (HUM – pele). O efeito das nanopartículas de prata sobre esses germes foi quantificado durante uma simulação de uso dos tecidos (meias e roupas íntimas), durante um período de 18 horas. Este grupo de amostras foi avaliado em comparação com um material de controle, sem aditivo antimicrobiano.

O teste examinou a alteração no número total de microrganismos, bem como o número de bactérias individuais. Como resultado, o tecido foi considerado seguro para utilização pois não apresentou nenhuma redução significativa do número de bactérias da pele durante o tempo de exposição ao teste.

A TNS desenvolve seus aditivos para que a incorporação das nanopartículas no produto do consumidor se dê de forma estável. Sendo assim, nossos aditivos são considerados não-lixiviantes. Verificamos neste trabalho do Instituto Hohenstein que as nanopartículas ligadas ao tecido permanecem nele, exercendo efeito sobre as bactérias e fungos alocados no tecido – e não na pele humana. O mesmo conceito se aplica ao uso das nanopartículas TNS em plásticos, tintas, cerâmicos e outros materiais.

Nanoprata e o meio ambiente

Uma pesquisa conduzida na Suíça, promovida pelo Programa Nacional de Pesquisa, mostrou que as nanopartículas de prata após o seu uso, são rapidamente transformadas em substâncias inofensivas ao meio ambiente durante seu caminho para a planta de tratamento de águas da cidade. Quando direcionada para a rede de esgoto ou saneamento público, a nanoprata rapidamente sofre uma reação química, transformando-se em sulfeto de prata. Essa transformação da prata metálica em sal faz com que as nanopartículas percam seu potencial antimicrobiano e também se agreguem com o lodo, deixando de ter tamanho nano e facilitando a filtração e remoção do material.

A pesquisa também foi capaz de mostrar que aproximadamente 95% das nanopartículas jogadas na rede pública são ligadas ao lodo.

A nanoprata TNS apresenta a vantagem de ser altamente eficiente, o que faz com que se use substancialmente menos material para conseguir total atividade antimicrobiana. As concentrações de nanoprata nunca ultrapassam a quantidade de ppm (partes por milhão).

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