Nanotecnologia no Agronegócio

Nanotecnologia no Agronegócio

A população mundial tem expectativa de crescimento constante nesse século, com estimativas de chegar a 10 bilhões em 2050. A alta demanda de alimentos, juntamente com a necessidade global de diminuir a emissão de gases do efeito estufa, propulsiona o desenvolvimento constante de novas tecnologias para aprimorar a produção mundial de alimentos.

A Comissão Européia define a nanotecnologia como uma das seis “Tecnologias Essenciais” para promover um desenvolvimento sustentável da indústria moderna, que proporcionem uma melhoria da qualidade de vida da população mundial, levando em conta o meio ambiente e o desenvolvimento social.

Nesse ínterim, a nanotecnologia surge como uma alternativa e um complemento às tradicionais tecnologias que impulsionaram a melhoria do agronegócio mundial no século passado. Nanomateriais tem foco na agricultura principalmente para atuar na redução da quantidade de produtos químicos expostos nos vegetais, através de uma aplicação mais eficiente de defensivos agrícolas, na redução da perda de nutrientes em fertilização e no combate à contaminação microbiana que pode afetar insumos da indústria agrícola.

Na criação de animais, a nanotecnologia está fortemente presente no controle de saúde, por exemplo:

Administração inteligente de fármacos

A dosagem controlada de remédios pode ser feita, com o auxílio da nanotecnologia, por pequenos “pacotes” que encontram o local exato em que precisam atuar no corpo do animal, através de marcadores biológicos, podendo conter inclusive mecanismos que detectam a quantidade necessária da aplicação e avaliam a saúde do animal. Em contraste com o método tradicional de tratamento, os remédios podem atuar somente nas células doentes, não afetando células saudáveis. Um diagrama simplificado é demonstrado na Figura 1 abaixo:

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Figura 1. Comparação entre a aplicação tradicional de fármacos e a aplicação com nanopartículas. A aplicação tradicional afeta todas as células do organismo, enquanto a aplicação com nanopartículas tem como alvo somente as células doentes.

Diagnóstico e tratamento de doenças

A utilização de nanopartículas que detectam e até curam certas doenças animais já é uma realidade no tratamento de saúde animal. O grande físico Richard Feynman, ganhador do prêmio Nobel, já imaginava tal ideia em 1959: “Imagine se nós pudéssemos engolir o ‘cirurgião’. Colocamos o cirurgião na corrente sanguínea e ele viaja pelo coração procurando problemas. Ele encontra qual válvula é defeituosa, saca uma pequena faca e corrige o problema. Outras máquinas pequenas podem ser incorporadas permanentemente no corpo para assistir algum órgão defeituoso”.

Como exemplo, nanopartículas que identificam e se anexam a células tumorosas podem ser injetadas na corrente sanguínea do animal. Tais partículas são sensíveis à iluminação por luz infravermelha, de forma que elas aquecem e destroem as células cancerosas.

Nanopartículas de prata já são estudadas no tratamento de infecções dermatológicas e queimaduras em animais, com eficiência reportada superior ao tradicional creme à base de sulfadiazina de prata. A utilização de nanopartículas de prata pode ser estendida para tratar doenças típicas de animais, como a infecção bacteriana que geralmente acompanha a miíase cutânea, a popular “bicheira”.

A TNS fornece soluções nanotecnológicas para o setor de agronegócio, produzindo nanopartículas com atividade antimicrobiana que atuam na prevenção de doenças de animais, reduzindo a necessidade da aplicação excessiva de remédios e o desperdício de produção.

As nanopartículas produzidas pela TNS podem ser aplicadas em bebedouros, estrados, estábulos e demais instalações, a fim de reduzir a contaminação microbiana, aumentando a produtividade e a saúde animal. Essas nanopartículas combatem microrganismos causadores de doenças de diversas origens, como bacteriana (salmonela, etc.), fúngica, entre outros.

A TNS também atua na parte preventiva, pesquisando e desenvolvendo nanopartículas reveladoras que podem ser utilizadas nas instalações de criação animal para detectar microrganismos de uma forma rápida e eficiente, a fim de agilizar o tratamento e garantir a saúde alimentar.

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