História dos Antimicrobianos

História dos Antimicrobianos

A utilização da prata como agente antimicrobiano inicia-se em tempos remotos e carrega em sua história ampla aplicabilidade quando manipulada e estruturada em forma de sais ou soluções.

Por exemplo, a prata era empregada como purificador de água por civilizações egípcias, romanas e gregas devido a atividade antifúngica e antibacteriana dos íons de prata (Ag+) solubilizados. Hipócrates, médico grego considerado o “pai da medicina”, utilizava a prata em pó fino e impregnada em bandagens para tratamentos de úlceras e outras feridas. Na idade média, utilizavam-se soluções aquosas de nitrato de prata em baixas concentrações para aplicação nos olhos de recém-nascidos de modo a evitar inflamações, tratamento que deu origem ao utilizado atualmente.

Hoje, utiliza-se solução de nitrato de prata 1% para evitar conjuntivite neonatal, adquirida na hora do parto caso a mãe esteja infectada com a bactéria gonocócica, uma das causadoras da conjuntivite. A conjuntivite neonatal era responsável até o final do século XIX na Europa por 70% dos casos de cegueira em instituições que acolhiam crianças com este problema. Com a utilização deste tratamento, que não apresenta adversidades ao corpo humano, as taxas de cegueira caíram drasticamente no mundo todo.

A solução de sal de prata começou a ganhar confiabilidade e a aplicação se difundiu para outras vertentes, como por exemplo o tratamento de infecções causadas por queimaduras. Nesse tratamento, entrou em uso a sulfadiazina de prata, fármaco utilizado ainda nos dias atuais para prevenção e tratamento de infecções em locais lesionados por queimaduras. No período pós Primeira Guerra Mundial, a utilização de sal de prata e soluções coloidais como fármacos foi substituída com a descoberta e popularização da penicilina e consequente avanço dos antibióticos.

Durante anos os antibióticos avançaram tecnologicamente, assegurando maiores expectativas de vida, segurança e bem-estar para a humanidade. Contudo, conforme as bactérias ganharam resistência aos antibióticos, a utilização da prata como antimicrobiano voltou a ganhar força e se mostrou uma alternativa mais eficaz, de custo baixo e que  não promove a proliferação de microrganismos resistentes. A prata então passou a ser novamente estudada, manipulada e avanços na ciência possibilitaram a utilização da mesma em nano escala.

A utilização da prata na forma de nanopartículas começou a ser melhor compreendida, testada e difundida, mostrando-se inclusive um antimicrobiano mais eficaz do que as soluções aquosas coloidais de prata. Devido a facilidade da incorporação da nanoprata em diversas matrizes (bandagens, plásticos, revestimentos para materiais cirúrgicos, revestimentos para cateter), a utilização da mesma tem se expressado como uma alternativa lógica para diminuir e evitar as contaminações bacteriológicas que podem levar a infecções generalizadas em ambientes hospitalares.

Os antimicrobianos a base de prata ainda formam um campo extenso a ser estudado e são fonte de inúmeras oportunidades para o crescimento desse setor. A cada produto inovador lançado no mercado, há cada vez mais opções para o controle e mitigação dos microrganismos, incluindo superbactérias e outros patogênicos.

A TNS tem o compromisso de atuar incisivamente no combate a esses microrganismos, através do lançamento de produtos inovadores, mais seguros, confiáveis e qualidade. É uma tecnologia inovadora, ou seja, é receptível a inúmeras aplicações, sendo protagonista do futuro da história da segurança da saúde humana.

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