Antibacteriano ou bactericida? Saiba a aplicação correta dos termos

Antibacteriano ou bactericida? Saiba a aplicação correta dos termos

Frequentemente, no dia a dia, nos deparamos com termos gramaticalmente parecidos ou de significado próximo, que chegam até a causar confusão no seu entendimento. Um exemplo muito comum está nos termos bactericida e anti bacteriano, comumente encontrados em embalagens de sabonetes, palmilhas, anúncios de roupas e outros produtos.

Embora essas duas palavras pareçam sinônimos, elas não possuem o mesmo significado, podendo estar equivocadas, o que chama atenção para o cuidado de entender a funcionalidade do produto.

Para empresas onde o carro-chefe envolve produtos voltados ao combate de fungos e bactérias, é imprescindível não somente a denominação correta dos termos, como também a responsabilidade de compartilhá-los.

Breve análise morfológica

Desconstruindo as palavras, a adição do prefixo grego anti sugere uma ação contrária. No caso do antibacteriano, isso implica em uma ação contra as bactérias. Nesse contexto, existem dois meios pelos quais essa ação pode ocorrer: Pela inibição do desenvolvimento desses organismos, ou pelo combate às bactérias já presentes no meio em que o agente combatente será aplicado.

No primeiro caso, onde o aditivo impede a proliferação dos microrganismos, o termo correto é agente bacteriostático. Produtos com a funcionalidade bacteriostática inibem a reprodução das mesmas, evitando que a presença delas coloque em risco o meio em questão, oferecendo proteção a longo prazo para a área tratada.

Como exemplos de bacteriostáticos, podem ser citados a azida de sódio, o timerosal e a clorexidina. A azida de sódio é utilizada como conservante em soluções estoque de laboratórios e hospitais. O segundo já foi muito utilizado no passado como conservante de vacinas e medicamentos, mas hoje é proibido em diversos lugares devido à presença de mercúrio em sua composição. Finalmente, a clorexidina é conhecida por ser o atual princípio ativo do Merthiolate, substituindo o timerosal.

Já os antibacterianos que agem na completa eliminação de bactérias são denominados bactericidas. O sufixo cida vem do latim e significa eliminar ou matar, ou seja, um bactericida tem a função de matar as bactérias. Para isso, esses agentes atuam no ambiente contaminado a impedir que os microrganismos possam desempenhar funções vitais básicas. Dessa maneira, qualquer indício de contaminação por bactérias é extinto no ambiente em questão.

Algumas substâncias como o álcool de cozinha, o triclosan presente em sabonetes,  e compostos de quaternários de amônio encontrados em detergentes são alguns exemplos de bactericidas.

É preciso haver cautela ao fazer comparações entre agentes bacteriostáticos e bactericidas. Ambas cumprem o papel de controlar a proliferação de microrganismos numa área tratada, no entanto cada aplicação deve ser estudada de modo a entender qual ativo é o mais adequado para determinada situação.

Antibactericida: uma fusão incoerente

Outra palavra encontrada relacionada ao combate de microrganismos é antibactericida. Logo se percebe a presença dos dois termos previamente citados na mesma palavra.

Sabendo o significado de anti e de cida, pode-se então perceber que o termo antibactericida é equivocado. A interpretação da palavra sugere algo que agiria contra o bactericida, ou seja, contra a substância que elimina as bactérias. Conclui-se, portanto, que um antibactericida é o oposto de um antibacteriano. Dessa forma, para efeitos de controle microbiológico, as substâncias antibactericidas não teriam efeito algum, sendo incorreto associá-lo ao combate de bactérias.

TNS Nanotecnologia, eficiência antimicrobiana

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