O que são superbactérias?

O que são superbactérias?

Superbactérias são bactérias que, devido a longa exposição a substâncias antibióticas, adquiriram resistência contra esses compostos e se tornando mais difíceis de matar ou inibir, de modo que são necessários outros meios de combate a esses microrganismos.

O que são bactérias e onde elas se encontram?

Bactérias são organismos unicelulares e microscópicos extremamente adaptáveis. Elas estão presentes em praticamente todos os lugares, desde as fossas oceânicas até a estratosfera, habitando o solo, a água e o ar. Esses microrganismos se adequam com facilidade, tanto em condições normais de temperatura e pressão quanto em locais mais remotos e condições extremas, a exemplo de fontes de água que ultrapassam 250°C (onde a água não entra em ebulição devido a alta pressão), no gelo polar com temperaturas abaixo de -15°C, ou até em ambientes ácidos como na fabricação do ácido acético a partir da oxidação do etanol. [NCBI, 2017]

Devido a essa capacidade de adaptação a qualquer ambiente, as bactérias compõem o grupo mais numeroso de indivíduos do planeta, com uma quantidade estimada de 5×10^30 organismos espalhados pelo mundo. Considerando essa quantidade colossal de bactérias, é impossível desprezar o seu efeito sobre os arredores. [NCBI, 2017]

Esses microrganismos são importantes principalmente por apresentarem utilidade em diversos processos naturais, como na fixação de nitrogênio, decomposição de compostos orgânicos, biodegradação de lixos tóxicos, e em processos industriais, principalmente na indústria de alimentos, na preparação de comidas e bebidas fermentadas, como, por exemplo, vinho, vinagre, iogurte, picles e chucrute.

Entretanto, as bactérias também podem ser perigosas, invadindo um organismo hospedeiro, multiplicando-se e liberando toxinas dentro dele, resultando em uma doença infecciosa. Estas são denominados microrganismos patogênicos.

O desenvolvimento de superbactérias

Apesar do nosso corpo apresentar mecanismos de defesa contra bactérias patogênicas através do sistema imunológico, às vezes é necessário um tratamento à base de antibióticos capazes de matar as bactérias – bactericidas – ou de impedir que elas se multipliquem – bacteriostáticos.

Desde que a penicilina começou a ser utilizada em 1941 como antibiótico, muitos outros medicamentos com essa funcionalidade têm sido desenvolvidos para serem seletivos quanto ao tipo de bactérias que atacam e aos processos que irão inibir. Entretanto, apesar de serem responsáveis pelo controle e tratamento de diversas doenças infecciosas, foram utilizados com tanta frequência e por tanto tempo que, em alguns casos, em vez de combater os microrganismos, acabaram por torná-los resistentes ao medicamento. [CDC, 2017]

O termo superbactéria é utilizado pela mídia para designar as bactérias resistentes a antibióticos e, portanto, não podem ser combatidas com tais medicamentos. Entretanto, isso não significa que elas sejam mais perigosas ou mais infecciosas que outras bactérias, é apenas utilizado por causar grande impacto em quem o ouve. [WebMD, 2015]

Segundo J.S. Kieser em sem capítulo no livro Advances in Applied Microbiology, a resistência antibiótica pode ser inerente a bactéria, de modo que ela seja naturalmente mais forte contra certos antibióticos devido a presença de um gene responsável por conferir essa habilidade, como é o caso da Bacillus licheniformis, preservada no British Museum desde 1689, e que apresentava a enzima penicilinase, capaz de destruir moléculas de penicilina, muito antes deste antibiótico ser descoberto.

Entretanto, o uso desnecessário ou inapropriado de antibióticos também pode levar ao desenvolvimento de superbactérias. Isso acontece porque, ao fazer uso errôneo deste medicamento, ele pode afetar os microrganismos benéficos que habitam nosso organismo e desempenham funções específicas, tornando ele vulnerável a outros microrganismos infecciosos. Em outros casos, quando o antibiótico é utilizado em uma dose menor do que a necessária, inicialmente as bactérias mais frágeis serão combatidas, mas a quantidade do antibacteriano utilizado não é suficiente para inibir as mais resistentes, então elas são capazes de resistir à ação do medicamento e se reproduzir, aumentando assim a quantidade de bactérias resistentes no organismo.  [nanowerk, 2013, MedBrodcast]

Segundo o Center of Disease Control and Prevention, um exemplo da seriedade do assunto ocorre nos Estados Unidos, onde pelo menos dois milhões de pessoas são infectadas anualmente por superbactérias e, dessas, cerca de 23 mil não sobrevivem.

A nanotecnologia aplicada no combate a superbactérias

O advento da nanotecnologia na medicina proporcionou o desenvolvimento de nanopartículas antimicrobianas capazes de atacar bactérias por mecanismos diversos, aos quais elas não conseguem desenvolver imunidade devido ao pouco tempo de contato com o microrganismo. Dessa forma, a utilização de nanopartículas bactericidas ou bacteriostáticas proporciona proteção contra os microrganismos patogênicos sem o risco de que eles desenvolvam resistência antibiótica. [WebMD, 2015]

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Artigo redigido por Iasminy da Silva Brasil

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