Nanotecnologia na indústria de alimentos

Nanotecnologia na indústria de alimentos

Já tem uns anos que as áreas da ciência e tecnologia têm se destacado por proporcionar avanços significativos no setor de alimentos. A nanotecnologia vem ganhando destaque nesse setor, pois, pode ser aplicada em todas as etapas da produção de um alimento. Com isso, as áreas de desenvolvimento de novos materiais funcionais, métodos para melhoria de segurança alimentar e de biossegurança alcançam avanços importantes no setor. Vamos ver alguns exemplos da nanotecnologia empregada em alimentos?

Vitaminas, agentes antimicrobianos, antioxidantes, aromatizantes e conservantes raramente são usados na sua forma mais pura. Esses ingredientes funcionais fazem parte de um sistema de entrega de nutrientes. As nanodispersões e nanocápsulas são mecanismos que possuem a estrutura perfeita para melhorar a entrega dessas substâncias em locais específicos do organismo. Mas que mecanismos são esses?

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Bom, o nanoencapsulamento é basicamente a incorporação e dispersão de compostos bioativos em vesículas com diâmetro nanométrico. Este tipo de nanoestrutura inclui nanoemulsões, nanopartículas de biopolímeros e associações coloidais. As nanoemulsões, por exemplo, são estruturas com diâmetro médio de 500 nm que carregam ingredientes funcionais e são dispersas em um liquido imiscível. Para se ter uma ideia da dimensão de um nanômetro em relação a uma moeda seria como comparar o diâmetro de uma bola de futebol com o diâmetro do planeta Terra. Esse tipo de emulsão ajuda a reduzir a degradação química do ingrediente e contribui para a diminuição da concentração usada.

A nanotecnologia também tem grande aplicação na categoria de embalagens alimentícias com funções especiais, são as chamadas embalagens inteligentes. O uso de nanopartículas em concentrações muito pequenas produzem esses efeitos desejados que vão desde um revelador de substâncias nocivas até uma atividade antimicrobiana. Vamos deixar tudo isso um pouco mais claro!

Hoje não encontramos cerveja engarrafada em embalagens plásticas (apesar de serem mais baratas que embalagens de vidro), isso porque o plástico reage com o álcool da cerveja alterando as propriedades da bebida como o sabor, cor e validade. Porém, a adição de nanopartículas de argila em polímeros torna a garrafa mais leve e resistente que o vidro, reduzindo assim custos com transporte e material.

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Não é muito agradável ter a surpresa de comprar um alimento dentro da validade, porém estragado. Quantas vezes abrimos um leite que estava coalhado? Pensando nisso, estudos foram feitos para incorporar nanosensores capazes de monitorar a qualidade do alimento, revelando alteração de cor na presença de substâncias indesejadas.

Outro exemplo muito interessante é a incorporação de nanopartículas metálicas de oxido de zinco e prata nos polímeros proporcionando atividade antimicrobiana à embalagem. Dessa forma, muitos alimentos permanecem protegidos por mais tempo, aumentando sua vida de prateleira e reduzindo a contaminação por microrganismos.

A TNS, uma empresa genuinamente brasileira, possui a tecnologia antimicrobiana para ser incorporada em embalagens plásticas para diversos setores. Estamos constantemente inovando nossos produtos, de forma a levar saúde e bem estar a todos.

Artigo escrito por Vendelino Oenning Neto

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