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Novos desafios e Oportunidades para AgNP: Vírus

São necessários muitos estudos e aplicações dentro da legislação de cada país, para que possamos afirmar que um agente tem ou não ação sob um determinado grupo de patógenos, sejam eles vírus, fungos ou bactérias. Não podemos empoderar falsas pesquisas (“pesquisas” não especificadas) pelo medo de ainda não ter certeza ou conhecimento do tratamento de qualquer doença.

 

 

 

Já existem na literatura estudos que apontam para um promissor avanço do uso de nanopartículas de prata (AgNps) em múltiplos mercados. Muitas tentativas bem-sucedidas foram feitas no estudo do papel das AgNps na inibição do crescimento de vírus, como por exemplo o vírus influenza, Herpes simplex tipo 1 e tipo 2 (HSV-1 e HSV-2), vírus tacaribe Coxsackievirus B3 (TCRV), vírus Vaccinia (VACV), vírus parainfluenza humano tipo 3 (HPIV-3), vírus da hepatite B (HBV) e vírus da varicela (MPV). No entanto, o mecanismo exato para a ação dessas nanopartículas é ainda pouco conhecido. Mas já é relatado na literatura que quanto menor o tamanho dos AgNps maior é a eficácia da inibição. Na Tabela 1 são apresentadas algumas aplicações de nanopartículas de prata com potencial aplicação no combate de vírus.

 

 

 

 

Tabela 1 – Potenciais aplicações de AgNp no controle de vírus

 

 

AgNps estabilizadas com mercaptoetanossulfonato por exemplo, inibem a infecção pelo HSV-1 porque ajudam a evitar a ligação do vírus a células hospedeiras e, desse modo, a entrada do vírus nas células. Outro motivo é que as AgNps funcionalizadas com mercaptoetanossulfonato têm a capacidade de imitar o sulfato de heparano (receptor primário celular do HSV) e, portanto, essas AgNps passam a competir com o vírus pela ligação na célula.

 

 

 

A eficácia antimicrobiana das AgNps tem sido amplamente analisada durante a última década, mas a demonstração de sua atividade contra vírus como uma arma potencial é recente. De fato, AgNps podem ser ativas contra uma ampla gama de vírus, com a possibilidade ainda de apresentarem uma menor possibilidade de desenvolver resistência em comparação aos antivirais convencionais. As nanopartículas têm um forte potencial antiviral e, devido às suas múltiplas interações com os receptores de glicoproteínas, podem inibir a multiplicação viral dentro da célula hospedeira, impedindo a replicação ou bloqueando a entrada das partículas virais no interior da célula hospedeira.

 

 

Contaminação por Hospedeiro

 

 

 

Sabe-se que os vírus, como parasita intracelulares obrigatórios, têm sua forma de contágio amplificada através da sua veiculação com bactérias e outros microrganismos. Neste contexto, a TNS possui em seu portfólio uma linha exclusiva de produtos para tratamento antibacteriano, que auxiliam no controle e propagação de vírus que usam bactérias como hospedeiros, aumentando o alcance de propagação.

Em conclusão, nanopartículas de prata podem apresentar propriedades diferentes como resultado de seu método de produção (tamanho, forma, agente de ligação e nível de dispersão) e estudos adicionais são justificados para elucidar seu mecanismo de ação, o que torna possível a exploração deste nanomaterial no cenário clínico contra infecções virais.

 

 

 

A TNS ressalta que ainda são poucos os estudos publicados, relacionados a utilização de nanopartículas de prata no combate ao Covid-19.

 

Por Alexsandra Valério
[email protected]com.br
Referências/Fonte tabela:
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