Políticas de privacidade e de cookies

Blog

O experimento de Harvard que viralizou: superbactérias na prática!

Recentemente, pesquisadores da Escola de Medicina de Harvard, a renomada Universidade americana localizada em Cambridge, Massachusetts, em parceria com o Instituto Israelita de Tecnologia, Technion, realizaram um experimento que viralizou não só pela comunidade acadêmica, mas inclusive nas redes sociais. Você já pode até ter visto o vídeo produzido pelos pesquisadores passando pelo seu feed de notícias – e se não viu, acompanhe aqui o resultado dessa pesquisa que impactou o mundo (as legendas são cortesia da equipe TNS).

 

 

Bactérias em movimento

O objetivo da gravação seria demonstrar visualmente, pela primeira vez em larga escala, a forma de adaptação das bactérias à medida que elas encontram doses cada vez maiores de antibióticos e como se adaptam para sobreviver – e prosperar! – nesse meio nutritivo tratado com antibióticos. A placa de Petri gigante, batizada carinhosamente de MEGA (sigla para Microbial Evolution, and Growth Arena), foi construída na forma retangular com 120 x 60 cm e consumiu 14 litros de ágar nutriente no total.

 

Como é possível observar no vídeo, os pesquisadores dividiram a placa em seções e as carregaram com diferentes doses de antibiótico, inoculando a cultura de Escherichia coli nas extremidades (se quiser saber mais sobre o porquê da importância de estudar essa bactéria, confira 5 fatos sobre a E. coli no blog TNS), pois as bordas periféricas da placa estavam livres de qualquer droga. A próxima seção continha antibiótico em concentração acima do mínimo necessário para matar as bactérias – e cada seção subsequente representava um aumento de 10 vezes na dose anterior, com o centro da placa contendo 1.000 vezes mais antibiótico que a área com a menor dosagem. O resultado compilado ao longo das duas semanas é surpreendente.

 

Além do apelo visual, o estudo – publicado na íntegra pela revista Science -tinha um objetivo ainda maior: trazer à atenção, tanto para os estudantes de medicina da Escola, quanto ao resto do mundo, a luta atual da humanidade contra a resistência microbiana aos antibióticos. Esse tema já foi pauta de várias postagens aqui no blog da TNS, como em “Por que as bactérias ficam cada vez mais resistentes?”.

Iniciativas globais contra o mau uso de antibióticos

Na verdade, esse assunto é tão importante que diferentes organizações ao redor do mundo estão se juntando num ato para combater a resistência microbiana aos antibióticos. OMS, OIE, FAO, Codex Alimentarius, IPC, e até a ABPA no Brasil – Associação Brasileira de Proteína Animal –, já se manifestaram sobre o tema. O portal da Organização Mundial da Saúde centraliza as discussões, e uma leitura mais aprofundada do tema pode ser feita aqui. O fato é que a preocupação é grande, e os cinco planos de ação propostos pela iniciativa conjunta que vem sendo chamada de “Global Action Plan on AMR” são:

 

  1. Aperfeiçoar a consciência e a compreensão da resistência aos antibióticos;
  2. Fortalecer a vigilância e a pesquisa;
  3. Reduzir a incidência de infecção;
  4. Otimizar o uso de medicamentos antimicrobianos;
  5. Assegurar um investimento sustentável na luta contra a resistência antimicrobiana.

 

Plano de ação TNS em alinhamento às iniciativas globais

A TNS vem colaborando com essa iniciativa de várias formas: primeiramente trazendo com frequência discussões relevantes sobre o tema, seja nas suas tratativas com a indústria brasileira – em palestras setoriais e feiras de negócios – seja nos seus portais de informação; sempre com ética, linguagem acessível e responsabilidade – como nesse artigo que falamos sobre “A necessidade de antimicrobianos para estabelecimentos de saúde”.

A iniciativa iniciada em 2013 já vem dando resultados e a perspectiva do futuro é de progresso. Assim como os mais recentes (e encorajadores!) estudos sobre novas drogas antimicrobianas têm revelado, enfrentar os microrganismos em diferentes frentes de ataque é a chave para ganhar essa guerra. E a TNS tem ampliado seu portfolio seguindo essa tendência, fazendo uso do que há de mais avançado na ciência dos materiais antimicrobianos – sempre trazendo a nanotecnologia a seu favor, de forma a garantir maior eficiência com a menor quantidade de aditivo possível. Um exemplo é o desenvolvimento de novos produtos que atuam em mais de uma frente de ataque às bactérias e fungos, técnica que tem se comprovado mais que eficaz no combate estratégico a materiais que precisam de maior resistência à contaminação.

 

Assim, além de aumentar a consciência sobre o assunto, a equipe TNS tem como missão pesquisar, desenvolver e trazer ao mercado produtos antimicrobianos inovadores que contribuam para a redução da incidência de infecções – cooperando assim para os demais planos da ação global citados acima. Inspirada por estudos como este, da Dra. Stephanie Dancer, e artigos como o da Infection Control Today, a TNS vem trabalhando com a nanotecnologia na medicina e em diferentes áreas industriais para trazer materiais mais seguros microbiologicamente falando e assim combater infecções em diferentes ambientes, incluindo hospitais e outras instalações de saúde pública.

 

Fica evidente que a resistência antimicrobiana não é um assunto trivial, por isso nossos consultores priorizam desenvolver um relacionamento sólido e de sucesso com nossos clientes, amparando a indústria no uso correto e consciente dos aditivos. Entre em contato para saber mais sobre como a TNS pode ajudar você a contribuir com a segurança dos seus consumidores!

 

Artigo redigido por Vendelino Oenning Neto e revisado por João Carlos Carrion